Sob olhos, risos e falas, sempre só. Entre vozes, sons e alegrias sigo só. Escolha minha, pode ser, consciência plena que são poucas pessoas que me tocam. Solidão renegada até o fim de um homem risonho, alegre sem fim. Desespero de uma alma sedenta por iguais, angústia pelo afastamento que torna-se necessário, irremediável... mas bem no fim, diante da escuridão maior sinto que há de vir uma luz, nem que seja de vaga-lume, frágil e raro, que de tão belo fenomeno há de marcar novamente a escuridão da noite, minha noite. Longa e fria, sonolenta. Ah como eram belos meus dias, sorridentes, ainda que não tão frequentes, como era lindo o sol que de tempos em tempos contemplava em intimidade. Nem tento esquecer-te sol, apenas sonho em te encontrar dia destes quando voltar a distraidamente não procurar por nada. Pois bem sei que é na ausencia que te escondes. Quando a resignação perder espaço, quem sabe amanhã, hei de vê-lo novamente em mim...
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