Dor e prazer, dor em meio ao prazer da vida, prazer de viver.
Enquanto é o tumor da ostra que traz a pérola, sinto meu tumor crescer, crescer e vejo muito pouco de pérola nele. O contrário, sinto que me é caro ter tal tumor. Sinto que já se alastrou pelos órgãos vitais e nada mais posso fazer senão sentir a dor. Viver a dor. Morrer enquanto vivo, morrer para que viva. Parece até meio sem sentido, subjetivo demais certo? Subjetivo, só para quem não sente, não vive.
Eis-me assim. Busco num prazer a cura para uma dor que cresce ainda mais quando lembro que não tenho tal cura. Ela é homeopátca demais...Choro pela dor, pela cura, por mim, por todos. Choro pela vida. Sentido. Plano. Estrutura. Chegada. Caminhada. Nada faz muito sentido... não hoje... todos parecem apontar para uma mesma direção...