Não temo o desconhecido, temo o que é potencialmente descontrolável, o que ameaça a ordem, o que é anti-estético e nos põe dúvida em relação a realidade conforme apresentada. Por isso tento controlar emoções, sentimentos, certo de que eles podem, num segundo, por tudo a perder. Esta, talvez, seja a razão para não arriscar, investir, é o medo da perda, ser derrotado, e culpado viver numa eterna resignação. Quem sabe este não seja o caminho para a inércia, manutenção simples da vida, tendo aí até mesmo certo "prazer" no que é imóvel, ou melhor, no que é constante, no que tem movimento constante. Este é gosto pelo dessabor, o gosto pelo desgosto .
sábado, 19 de julho de 2008
sábado, 12 de julho de 2008
Anda logo
Segue o tempo, calmo, sereno. Paciência que me falta, preciosismo, por que não voar? Por que não ser veloz corredor, batendo recordes, transpondo limites? Anda, corre, apressa teus passos.
Faltou você
Ontem, vi teu cheiro, e ele nem ligou para mim, como se fosse um desconhecido passou e não me deu um "oi". É aí que a dor vem, fechei os olhos para te ver. Estiquei a mão para teu cheiro, faltaram seus carinhos me trazendo para perto. Faltou você dizendo que me quer. Faltou tua pele quente. Faltou você. Desgraçado mundo que tenta te roubar, seja você, seja o que em você me atrai. Ninguém pode usar teu cheiro, ninguém pode querer ter algo de você. Tortura... faltou você.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Vai tempo...
Minuto passa e dói, passa, corrói. Destrói o que o coração teima em se apegar. No ímpeto de não largar fico apenas mais e mais frio, o pior dos hipócritas, convenço-me das possibilidades sem nunca a elas me entregar.
Mil bjos... ou um apenas, ao menos um segundo contigo... e muda...tudo muda.
Mil bjos... ou um apenas, ao menos um segundo contigo... e muda...tudo muda.
terça-feira, 1 de julho de 2008
sem sentido
você é vida, você é paz,
você é descanso, você é o que traz,
e me faz o que nada pode
inda que seja a morte ou a sorte
ao teu lado tudo me apraz
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