Não temo o desconhecido, temo o que é potencialmente descontrolável, o que ameaça a ordem, o que é anti-estético e nos põe dúvida em relação a realidade conforme apresentada. Por isso tento controlar emoções, sentimentos, certo de que eles podem, num segundo, por tudo a perder. Esta, talvez, seja a razão para não arriscar, investir, é o medo da perda, ser derrotado, e culpado viver numa eterna resignação. Quem sabe este não seja o caminho para a inércia, manutenção simples da vida, tendo aí até mesmo certo "prazer" no que é imóvel, ou melhor, no que é constante, no que tem movimento constante. Este é gosto pelo dessabor, o gosto pelo desgosto .
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