Passa o tempo e entre os sorrisos e as piadas bate algo de triste, vago... Não é só o fruto da relação do presente-eu mas o que do eu-mundo atua. Não ligo para a falta de clareza essa é a idéia. Nulo, nulidade enquanto sentimento deve ter algo de mortal, cadavérico. É o que chamo (acho que na verdade ouvi isso de alguém) a "morte do eu". Não sonhei a morte, não quis a nulidade, mas é exatamente o que nos atinge quando fazemos o que eu fiz. Quando faço o que faço. Futuro? Devo eu esperar por outro diferente? Devo mudar. Parar meus assassinatos diários e não mais desejar o que quero, mas fazer o que quero. Se querer é poder, no fundo acho que quero me enganar. Como sou convincente... Se não convenço alguém do que sinto, talvez convença a mim mesmo do que não sinto. Ah, vida minha...eras bela e forte... serena mas reluzente. Hoje, sobrou o barulho e falta preenchimento, falta o para quê...
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