sábado, 21 de novembro de 2009

sei lá...

Amigos não encomendam, apenas instigam, e o que mais aconteceu senão isto? Pura instigação, escreva... sobre qualquer coisa, onde quer que vás.... Portantio, escrevo sobre a inclinação que tenho de buscar o controle do futuro, divagávamos... futuro, passado, presente, tão etéreos, não desnecessários, tão insondáveis. pois bem, é na busca pelo futuro que arraso meu presente, teria então o direito a demolição das bases alheias. "Sim, para salvar-se podes tudo, destruir, agredir, apenas segue teu caminho, cresce. Já sou grande!", é o que digo. "Bobo", responde sem tomar ar. Acostumo hoje com as lamúrias, volto a sonhar meus amanhãs. É o poder do futuro, tudo o que tenho nas mãos. Refém do presente, preso ao passado, apenas ele me resguarda a possibilidade de um novo amanhecer. Óbivio? Mesmo? Refelete então no que fazes e responde novamente. óbivo? deve ser. Se escrevo, não o faço para que me ouçam, há muito perdi tal pretensão. Antes o faço para que me ouça. no singular, sejas atingida pelo silencio da minha voz. pelo vazio da letra. Houve, há muito tempo, um local onde as palavras eram apenas palavras, sem maiores recados ou dizeres. era o lugar da vida simples. onde sim é sim, não é não. hoje, sim, pode ser; não, quem sabe?entrego pois a sorte minha competencia, no desejo de que ela seja mais justa com minh'alma. Levo o desejo de ser parta além das vistas , onde jamais seria alcançado. Levo então, a condenação de nunca viver conforme sonhado. Poesia que surge de lágrimas, esta será sempre bela. Poesia que surge do riso, será apenas dela. Bobo eu? è o processo, o eterno desligar, o eterno retorno, o eterno caminho. Passa o tempo e não vejo o outro lado, pode ser achado? Sabe-se o diabo? Confiei a deus a solução da vida. hoje pedi ao inquilino devolta o imóvel. Quero voltar a minha habitação.... ser denovo companheiro, ser alguma vez dono. É melhor fechar os olhos... nada belo...

2 comentários:

Anônimo disse...

também pedi a minha de volta. mas a falsa sensação de potência se dissipa cada vez que olho à minha volta, e tudo é um deserto sem fim. tudo é árido, seco, morto, feio. mas sempre que te ouço, a saudade chega acompanhada da solidão de saber-me uma administradora tão incompetente, do orgulho de ter reivindicado algo que não me pertence, mas do qual me aproprio na ilusão de sentir-me dona, de algo. a verdade então ressurge vigorosa, não tenho o controle. nem disso, nem da minha casa tenho o controle. o difícil agora é vencer o orgulho e abaixar a cabeça e pedir ao antigo inquilino que volte a ocupá-la.

M.A. disse...

Saudade e incompetência.... sabe, esta semana li algo mais ou menos assim: "O amor só o é enquanto não pode ser explicado, depois de racionalizado deixou de ser. Tornou-se memória." Passo hoje, após tal trecho, a temer que nunca possa explicar.